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quinta-feira, 21 de maio de 2015

POEMA - PROF. GILBERTE- VERSOS QUE JAMAIS NASCERÃO

VERSOS QUE JAMAIS NASCERÃO




Do debate bate a gota no balde,

Colhe gotas de um instante

Lava a chuva o nome de Freire,

Cai suave, fina, fria... Constante.

Com gotas não transborda o balde,

Sem gotas, vazio, vai perecer...

A chuva é tempestade em gotas.

Gotas de lágrimas a escorrer...



Nem o balde é texto,

Nem a chuva é contexto,

Mas para ler o texto,

Testo o pretexto.

É poema de presentes,

 É leitura que prescinde

O preceder aos atos,

Ou não expõe os fatos.



Por que o porquê de tanta chuva?

Porque Ivo continua vendo a uva...

Mas não se embriaga com o vinho

O balde colhe as gotas da chuva...

As gotas se esvaem ao caminho!



Pobre balde frustrado,

Rico mestre ignorado...

Seu nome na parede estampado...

Nunca lido, jamais lembrado...

Inútil meu protestar lírico

Queria ser perturbador,

Sou apenas perturbado.



Que natimorto sejam meus versos,

Pois versam versus o acesso de poder...

Poder ao qual sou adverso...

Pois ascende acesso ao avesso

Do verdadeiro acesso ao saber!



Professor Gílberte

domingo, 17 de maio de 2015

Prof. Gilberte - Poema - Engodo



Engodo



 

Farto vernáculo nobre

Ferido mente, encobre.

Miserável lirismo pobre.

Ostenta ouro esnobe

Oculta constructo cobre

 

Perfume que inebria

Penumbra que irradia

Ilusória luz; sombria

Ao ignorante encanta

Ao erudito espanta

 

Métrica vocábulo vaidoso

Seleto, belo, cuidadoso.

Expira inspirar divino

Sagaz ilusório ladino

Torpe verso ferino.

 

Perfeito seu recital

Satã veste angelical

Aparenta graça real

Fatídico triste boçal

Metódico, vil, banal.

 

Prof. Gílberte

EMPREGO - VAGAS JUNDIAÍ E REGIÃO - 02/02/2018

Auxiliar de Armazenamento - Vaga exclusiva PCD  (liberado em 01/02/2018) – 6 meses de experiencia não em CTPS; ensino fundamental inco...

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