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Mostrando postagens de Maio 17, 2015

POEMA - PROF. GILBERTE- VERSOS QUE JAMAIS NASCERÃO

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VERSOS QUE JAMAIS NASCERÃO


Do debate bate a gota no balde,
Colhe gotas de um instante
Lava a chuva o nome de Freire,
Cai suave, fina, fria... Constante.
Com gotas não transborda o balde,
Sem gotas, vazio, vai perecer...
A chuva é tempestade em gotas.
Gotas de lágrimas a escorrer...


Nem o balde é texto,
Nem a chuva é contexto,
Mas para ler o texto,
Testo o pretexto.
É poema de presentes,
 É leitura que prescinde
O preceder aos atos,
Ou não expõe os fatos.


Por que o porquê de tanta chuva?
Porque Ivo continua vendo a uva...

Prof. Gilberte - Poema - Engodo

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Engodo


Farto vernáculo nobre
Ferido mente, encobre.
Miserável lirismo pobre.
Ostenta ouro esnobe
Oculta constructo cobre

Perfume que inebria
Penumbra que irradia
Ilusória luz; sombria
Ao ignorante encanta
Ao erudito espanta

Métrica vocábulo vaidoso
Seleto, belo, cuidadoso.
Expira inspirar divino
Sagaz ilusório ladino
Torpe verso ferino.