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Mostrando postagens de Abril 12, 2015

PROF. GILBERTE - POEMA - (VETADO)

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(vetado)
Escrito ao assistir uma apresentação, o segredo está no título, que foi proibido pela arrogância.
A relva verde reflete raras esmeraldas derretidas.
Enquanto a sombra do ipê o amarelo do mais puro ouro.
A natureza teima em exibir o brilho do sol em meus olhos.
Mas eu insisto em ofusca-los nas trevas da cegueira.

O sabiá e o canário preenchem a atmosfera com gorjeios harmoniosos.
Notas que se aproximam da perfeição melódica.
A natureza teima em meus ouvidos sons do paraíso.
Mas eu insisto em mantê-los ouvindo a surdez do mundo.

O sabor da azedinha, do araçá, o inigualável gosto de infância.
Sabores que somente crianças livres têm o direito de provar.
A natureza teima em oferecer iguarias em sabores ímpares.
Mas eu insisto em saturar meu paladar no insosso.

O odor de terra molhada, do pequi e do marolo, inesquecíveis...
O cheiro que o serrado considerado inútil oferece, sem nada em troca.
A natureza teima em preencher meu olfato de odores naturais.